
Neste ano, ao contrário das mostras anteriores, mais interativas, o foco é a autonomia cibernética, que mostra como as máquinas estão cada vez mais humanas e independentes. São 11 trabalhos espalhados por três andares do Itaú Cultural, sendo sete deles de artistas internacionais
"Os trabalhos dessa edição mostram como as máquinas já passam a escrever suas próprias leis, quando ela se reprograma de forma autônoma", explica Marcos Cuzziol, gerente do Itaulab (Núcleo de Arte e Tecnologia do Itaú), e organizador das bienais. "E isso não é uma mágica. Como de uma coisa determinada, feita de um conjunto de instruções fixas, chega-se a esse comportamento? Eu não consegui ainda explicar", continua.

“autoportrait” (2002), do grupo alemão robotlab, traz um robô munido de uma caneta que traça retratos humanos – terminado o trabalho, ele os apaga. O australiano “Prosthestic head”, do australiano Sterlac, traz a projeção em alta escala do artista, que responde a questões elaboradas pelo público por meio de um teclado.

É a obra mais curiosa da exposição, que nesta edição está mais contemplativa. Alguns trabalhos, como “Silent barrage” e “Bion” e “Robotarium SP”, funcionam a partir da aproximação humana, não chega a ser uma interação como a de “Ballet digitallique”, da brasileira Lali Krotonszynski. Nela, uma câmera capta a silhueta dos espectadores e depois a projeta para uma parede - os "corpos" se movimentam, como em um balé.

Uma a uma elas vão se reunindo, como um balé. A maneira como a obra funciona é similar ao “Kinnect”, futuro sistema que permite utilizar movimentos e comandos de voz para controlar jogos no videogame Xbox 360, da Microsoft.




Fonte: Itaú Cultural